
Já se falava que a solução britânica poderia ser a de reduzir a velocidade da internet aos que, reiteradamente fizessem downloads ilegais. O “Digital Britain”, documento oficial que deu a conhecer a solução, foi hoje apresentado e efectivamente traz consigo essa prerrogativa… mas para ser usada só daqui a 12 meses e se os resultados das medidas imediatas não conseguirem reduzir a pirataria em 70%.
Essas medidas imediatas passam pelo envio de cartas de aviso aos infractores, algo que já tinha sido feito no passado com resultados decepcionantes, e posteriormente no caso de reincidência, serão recolhidos dados de tráfego e a identificação do infractor que ficará à disposição dos detentores de direitos… mediante ordem judicial.
Se estas medidas não reduzirem em pelo menos 70% a pirataria, então daqui a 12 meses serão tomadas medidas tecnológicas para que os piratas comecem a navegar na internet a uma velocidade de 56k, e verão igualmente os sites que usaram para descarregar os ficheiros de forma ilegal, bloqueados.
A indústria britânica, consciente do drama que está a viver, queria as medidas tecnológicas tomadas imediatamente. Geoff Taylor, director executivo da indústria fonográfica britânica disse que “as provas demonstram que a táctica do governo de «escrever e depois processar» não resulta. Aliás o próprio governo já sabe disse uma vez que já organizou um «Plano B», ou seja as medidas tecnológicas. Esta «hesitação digital» coloca milhares de postos de trabalho em risco”.
Já Lavinia Carey, representante da indústria videográfica diz-se contente pelos ISPs passarem a ter uma responsabilidade maior na luta contra a pirataria, mas diz igualmente que: “estamos desiludidos na parte em que o relatório recomenda que as medidas tecnológicas, como a redução da velocidade da internet, apenas entrem em vigor depois de ficar comprovado que o simples envio de cartas não resulta. Ainda a semana passada tivemos acesso a um estudo que indica que apenas 30% das pessoas irão parar de piratear, muito longe portanto dos 70%.”
Entretanto a também britânica Virgin deixou definitivamente o mercado americano encerrando a “Mega Store de Union Square”, a maior loja de discos de Nova Iorque com dois andares e 5 mil metros quadrados. Esta foi a última de 23 (!!) lojas da Virgin a fecharem nos Estados Unidos. A própria “Tower Records”, que chegou a ter 89 lojas de discos, também já fechou toda a cadeia.
No entanto, parece que ainda há quem ache que isto não é assim tão grave e que ainda há tempo para fazerem-se experiências.
Bom, mas antes fazerem-se experiências do que andar a apanhar coisas do chão, ou prometer-se que se vai começar a trabalhar no assunto e, sucessivamente, adiar-se o inicio desse trabalho.
fontes:http://www.telegraph.co.uk/finance/newsbysector/mediatechnologyandtelecoms/digital-media/5552504/Digital-Britain-report-too-soft-on-internet-pirates.html
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1386887