Archive for Fevereiro, 2009

Afirmações exemplares no caso Pirate Bay

Os ânimos exaltaram-se ao oitavo dia do julgamento do Pirate Bay, quando o Presidente do IFPI (International Video Federation of the Phonographic Industry) afirmou que o site em causa foi o culpado da quebra de vendas de música, destacando que os prejuízos na ordem dos 9.8 milhões de Euros ou 12.4 milhões de Dólares ficam assim justicados (Fonte: Svenska Dagbladet).

O IFPI explicou ainda que o Pirate Bay prejudicou essencialmente pequenas empresas discográficas, que a partir de agora já podem calcular as vendas que obtiveram, que caíram 50%, dizimadas pela partilha de ficheiros na internet. Além disso, o Pirate Bay, tem sido comparado ao Google, uma vez que este último tem trabalhado lado a lado com as indústrias de entretenimento para combater a partilha de ficheiros ilegais, enquanto que o Pirate bay se tem mantido passivo relativamente aos assunto.

Entretanto, o Parlamento Sueco divulgou ontem um novo e controverso Projecto-Lei, que vai pemitir mais facilmente investigar os casos de supeita de partilha ilegal de ficheiros (Fonte: Riksdagen). A votação surgiu na sequência de um debate entre o Ministro da Justiça da Suécia e opositores do novo Projecto-Lei acerca da partilha de ficheiros. Diz o governo que, este projecto, elaborado a partir da Directiva do Enforcement da União Europeia (IPRED), é necessário para proteger os direitos dos cineastas, Autores e Artistas, permitindo-lhes assim, viver com as vendas das suas criações.

fonte: IFFRO

Apenas 18% dos discos Blu-Ray foram vendidos

Dos 200 milhões de discos Blu-Ray que foram produzidos em 2008, apenas 36 milhões foram efectivamente vendidos. Ou seja, 82% dos discos Blu-Ray ainda estão nos armazéns ou nas lojas por vender.

Estes dados confirmam o que o estudo publicado à um mês pela OVUM, afirmou. A pirataria é um forte entrave aos novos formatos e pode mesmo feri-los de morte, porque a grande maioria dos consumidores entre assistir a uma filme com má qualidade gratuitamente e assistir ao mesmo filme com excelente qualidade mas pagando, prefere a primeira opção.

Daí, para quê comprar um disco Blu-Ray se o cinema em casa a que vai assistir é mesmo o duvidoso DivX descarregado da internet?

É curioso observar como o nosso governo tanto se empenha a promover as novas tecnologias, em como está obcecado pela Televisão Digital Terrestre e como faz ênfase em dizer que a banda larga é essencial, que o objectivo é obter velocidades na internet de 1 Giga por segundo, mas em contrapartida assiste indiferente à morte de um suporte fisíco de alta definição e a todas as outras consequências que essa mesma tecnologia está a provocar, não pela tecnologia em si, mas pela inexistente legislação que tudo permite no mundo cibernético.

Fonte:
www.numerama.com/magazine/12125-82-des-Blu-Ray-produits-resteraient-invendus.html

Windows 7 poderá bloquear pirataria

O sistema operativo  da Microsoft, Windows 7, poderá estar preparado para bloquear programas pirateados. Esta protecção poderá não se prender exclusivamente com software, mas também com filmes, músicas e outros conteúdos que não sejam originais.

Fonte:
tek.sapo.pt/noticias/computadores/windows_7_podera_bloquear_pirataria_913948.html

Reino Unido quer unir Europa e Estados Unidos na luta contra a pirataria

Apesar de há bem pouco tempo terem dito que a resposta gradual seria de difícil implementação, a verdade é que o tema não está esquecido no Reino Unido e os governantes têm plena consciência da gravidade da situação actual, no que diz respeito aos downloads ilegais e que mudanças são urgentes.

 

Nessa medida o Secretário de Estado da Cultura, Andy Burnham, anunciou que tudo vai fazer para conseguir um acordo entre os países da União Europeia e os Estados Unidos pois acredita que a solução da pirataria na Internet passa exclusivamente por um acordo global e nunca por decisões unilaterais país a país.

Estabeleceu como meta uma diminuição de 70% a 80% da pirataria na Internet e espera que esse acordo seja apresentado no dia 26 de Outubro, numa conferência mundial organizada na cidade de Hertfordshire

http://www.guardian.co.uk/media/2009/feb/25/illegal-downloads-government-strategy

Polícia letã encerra sites locais de Torrents

A polícia letã levou a cabo uma acção tendo conseguido colocar offline dois dos maiores BitTorretns da Letónia. Os sites Outlaw.lv e Danger.lv já não estão acessíveis e outros trackers daquele país começaram a alterar o seu modus operandi com receio de serem alvo de uma acção semelhante.

Não é a primeira vez que a polícia letã se envolve nesta luta. Há alguns meses conseguiu encerrar o maior site de torrents do país mas, apesar dos seus responsáveis estarem a aguardar julgamento, o site voltou a estar acessível. 

A luta contra a pirataria está no bom caminho mas ainda precisa que muitos se sensibilizem e se envolvam para que se possa repôr a legalidade e se pare com este roubo desenfreado dos direitos de quem cria. 

http://torrentfreak.com/police-shut-down-latvian-bittorrent-trackers-090224/

ISP Irlandês vai bloquear sites de torrents

A EIRCOM, maior ISP irlandês, está mesmo decidida a colaborar para uma Internet livre de pirataria. Já sabíamos que eles seriam o primeiro ISP do mundo a implementar a resposta gradual, fruto de uma acordo extra-judicial com a indústria discográfica, ficámos agora a saber que também irão bloquear o acesso a sites de trackers de BitTorrent.

A ideia é que todos os outros ISPs daquele país sigam as mesmas pisadas, se o não fizerem serão seguramente alvo de acções judiciais.

A lista de sites a serem bloqueados anda não foi divulgada, mas estamos certos que o “Pirate Bay” e o “Mininova” terão seguramente os dias contados na Irlanda.

 

Fonte: http://www.zeropaid.com/news/10026/Irish+ISP+Agrees+to+Block+BitTorrent+Tracker+Sites

ISPs Irlandeses têm 7 dias para implementar a resposta gradual

 

Já aqui tínhamos anunciado que o maior ISP irlandês, a EIRCOM, tinha acedido implementar a “resposta gradual” em resultado de um acordo extra-judicial com a indústria discográfica. Nesse mesmo acordo ficou determinado que os detentores de direitos tudo fariam para impor aos restantes ISPs a mesma medida, de forma a que a EIRCOM não sofresse uma concorrência desleal.

Temos então o primeiro capítulo dessa luta. Os estúdios já enviaram cartas aos restantes ISPs irlandeses exigindo, no espaço de sete dias, para que comecem a enviar cartas aos seus clientes que façam downloads ilegais e, ao fim de três avisos ignorados, que cortem temporariamente o acesso à Internet.

Caso os ISPs não acatem esta ordem serão imediatamente sujeitos a processos judiciais.

 

Fonte: http://www.paidcontent.co.uk/entry/419-irish-isps-told-to-adopt-graduated-response-file-sharing-protocol/

   

P2P é o protocolo mais utilizado na Internet

A cada estudo que sai, mais a tendência se confirma. A Internet, desregulada como está, tem servido em larga escala a pirataria. Agora veio o relatório anual da Ipoque demonstrar que o protocolo P2P é aquele que mais largura de banda consome no tráfego da Internet. Dirão os puristas que o P2P não é pirataria, saberão no entanto tão bem como nós que, na esmagadora maioria das vezes, é com esse propósito que ele é utilizado.

Á excepção da África do Norte, em todo o resto do mundo o P2P representa mais de 50% do total de tráfego da Internet, chegando mesmo aos 70% na Europa de Leste. O segundo protocolo mais utilizado é o vulgar HTTP, as comuns páginas de Internet, mas a uma larga distância do líder P2P uma vez que raramente sobem acima dos 30%.

Dentro do P2P, são os torrents que são os mais utilizados. Recordamos que é nesta tecnologia que se baseia o site Pirate Bay que está neste momento a ser julgado na Suécia.

Esta questão do P2P, além do problema evidente da violação dos direitos de autor, traz consigo uma outra consequência. Os utilizadores de P2P absorvem uma grande parte da largura de banda, prejudicando todos os outros consumidores de Internet que lá estão apenas para lhe dar o correcto uso e que se vêem assim com uma ligação de Internet muito menos célere.

 

Fonte:http://www.ipoque.com/resources/internet-studies/internet-study-2008_2009

Responsáveis pelo Pirate Bay começam a ser julgados esta segunda-feira na Suécia

O tracker BitTorrent mais popular do mundo e quatro arguidos, entre os quais os seus responsáveis, Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde e Carl Lundström começarão a ser julgados a partir desta segunda-feira no país sede do malfadado tracker, a Suécia.

O processo iniciou-se no dia 31 de Maio de 2006 quando a sede do Pirate Bay foi alvo de uma busca judicial e os seus servidores apreendidos. Chega agora a hora do julgamento em que os seus responsáveis arriscam-se a ser condenados a 2 anos de cadeia e a pagarem uns ridículos 185 000 dólares face aos prejuízos milionários que já provocaram quer a nível económico quer social.

Recorde-se que o Pirate Bay tem 25 Milhões de utilizadores e gerará 3 Milhões de dólares por ano em receitas, segundo a IFPI. Claro que, como em tudo no mundo da pirataria, todas estas contas são obscuras e ninguém sabe bem quais são e de onde vêm. Provadas estão receitas de publicidade no valor de 75 000 dólares mensais, mas o que deverá chamar a atenção dos cidadãos preocupados com esta temática é a incorporação no rol de arguidos de Carl Lundström.

É que nesta questão de Carl Lundström pode estar a chave para a compreensão de toda esta engrenagem da pirataria e na desconstrução da argumentação manifestamente falaciosa dos defensores do fim do copyright.

Quem é Carl Lundström? Trata-se de um milionário, magnata do império “Wasa” (curiosamente produtos alimentares, pena não serem digitalizáveis…) e, segundo a imprensa sueca, com fortes ligações à extrema direita.

Os piratas não negam que o apoio de Lundström tenha existido e que tenha sido mesmo vital para o Pirate Bay, mas rejeitam a ideia de que as receitas sirvam para financiar grupos néo-nazis como podemos ver na entrevista abaixo.

Pirate Bay suportado por extremistas de direita radical?!
A verdade é que a explicação oficial deveria ter levantado ainda maior debate. Mas como se viu, pouco se falou disso. Dizem eles que um dos fundadores do Pirate Bay, Fredrik Neij trabalhava, pasme-se, para um importante ISP sueco chamado Rix Telecom. Ora, quem era o director e parcialmente proprietário desse ISP à altura? Nada mais nada menos que Lundström. Neij pediu apoio ao seu futuro-ex-patrão para abrir o seu “negócio”, e o director do importante ISP achou que era simpático ajudar o seu funcionário a lançar-se a solo. Qualquer interpretação de que a criação de um tracker de Bittorrent seria benéfica para a empresa que dirigia, um ISP, é mera especulação. Quando interrogados sobre a generosidade de Lundström eles disseram que “se calhar Lundström é um amante da cultura livre”. Pois, se calhar é…

Continuamos sem saber se Lundström quis ajudar os seus amigos de cabeça rapada, se quis apenas beneficiar o seu ISP, mas o que a procuradoria irá mostrar é que certamente se ajudou a si mesmo. Em tribunal serão apresentadas 4 000 páginas de provas que demonstram que Lundström deteve a determinada altura 8,5 % do Pirate Bay. Vão mostrar igualmente que Lundström enviou um sms a avisar Neij que estava iminente a operação policial à sede do Pirate Bay e sugerindo que mudassem os servidores para a Argentina.

Mas a falta de respeito pelos outros, para o Pirate Bay, não se esgota na propriedade intelectual (e porque haveria de esgotar? Quem não tem estrutura moral, simplesmente não a tem). Há alguns meses aconteceu um caso paradigmático:

Numa enorme tragédia, duas crianças, uma com três anos outra com apenas um ano de idade, foram barbaramente assassinadas na Suécia. Em pouco tempo, alguém arranjou as fotos da autópsia e decidiu partilhá-las (!!!) colocando um torrent dessas macabras fotos no Pirate Bay. O pai das crianças, ainda mal refeito do choque, pediu encarecidamente aos administradores do site que retirassem os torrents das fotos dos seus filhos mortos, a serem recortados na marquesa da morgue. Pedido recusado. Não senhor, a liberdade acima de tudo pelo que não retiramos as fotos dos seus filhos mortos dos nossos servidores. E lá houve 50 000 pessoas que terão adorado ver aquelas fotos.

Na sequência disto, houve uma televisão sueca que convidou Peter Sunde, para falar em directo sobre o assunto. Ora Sunde, como qualquer bom cobarde, disse que ia, desde que o pai da criança não fosse convidado. Liberdade de expressão sim senhor, mas sem contraditório. Sunde teve azar. A televisão não cumpriu o prometido e meteu o pai das crianças no ar, dando um raspanete de todo o tamanho no piratinha em directo para toda a Suécia ouvir. Os piratinhas não gostaram, e decidiram fazer um black out. Parece que ficaram ofendidos por terem sido confrontados cara a cara com as suas vítimas… Não respeitam ninguém, ainda gozam com quem quer fazer valer os seus direitos (http://thepiratebay.org/legal), mas exigem ser respeitados. Dêem-se ao respeito!

É portanto esta gente que será julgada na segunda-feira mas eles já descansaram toda a comunidade pirata. Disseram, sem qualquer pudor, que seja qual for a decisão do tribunal, o Pirate Bay continuará online. Assim mesmo.

E eles sabem do que falam. Conhecem o marasmo em que vive a legislação actual sobre a protecção à propriedade intelectual em todo o mundo, e com tal já têm servidores na Rússia e na Holanda de forma a dificultar a tarefa aos detentores de direitos.

O MAPiNET vai seguir atentamente o julgamento e certamente não ficará indiferente à possível condenação destes piratas.

Luc Besson consegue fechar site de streaming em 48 horas

Às vezes é mais simples do que parece. A pessoa certa, uma mensagem bem passada e a denúncia bem difundida, é tudo o que é preciso.  

 

O site www.BeeMotion.fr oferecia streaming com todas as novidades do cinema. Não era um site muito antigo, mas em França já era uma referência graças ao número imenso de filmes que difundia. Ora, num texto de opinião do jornal “Le Monde”, Luc Besson, conhecido realizador e produtor de cinema, veio denunciar uma série de verdades e isso trouxe uma consequência quase imediata: O BeeMotion foi encerrado em menos de 48 horas.

Luc Besson veio dizer aquilo que só não vê quem não quer ver. Por trás do “free culture” está uma rede enorme de interesses económicos e comerciais que usam a usurpação de direitos de autor para se promoverem violando assim os direitos de todos os profissionais da indústria cultural.

 

No seu texto Besson faz uma série de considerações bastantes pertinentes sobre a Lei “Criação e Internet”, mas é quando toca no modus operandi dos sites piratas que a coisa ganha especial interesse. Diz ele a determinada altura: “Estes sites (piratas) não poderiam existir sem a cumplicidade de um bom número de interpretes económicos franceses que têm interesse financeiro em que este sistema perdure.”

E continua: “Para que os sites de downloads ilegais e de streaming estejam acessíveis é preciso primeiro que haja albergador. Ora, por exemplo para o site de streaming canadiano BeeMotion.fr, esse albergador é uma empresa de telecomunicações francesa chamada Iliad, por intermédio da sua marca Free. Essa empresa recebe dinheiro do site canadiano que, da sua parte recebe dinheiro de publicidade lá colocada, neste caso anúncios do Google, da Allotraffic.fr e de um dos líderes franceses de E-Comercio, a PriceMinister, que está omnipresente em todo o site BeeMotion quer através de banners quer através de pop-ups que se abrem quando o internauta carrega num determinado filme para o visualizar.”

A terminar diz ainda que: “É preciso que acabe esta hipócrisia que permite a grandes instituições francesas e internacionais de ganhar dinheiro em cima das costas dos criadores que perderam, só em França, um bilião de euros em 2008”.

 

O site já está então offline (http://streaming.beemotion.fr/) e lá os ex-administradores do mesmo admitem que essa situação se deveu à denúncia de Luc Besson avançando ainda que a empresa que alojava o site, a tal “Free”, retirou o site imediatamente do ar após aquela acção de Besson. Demonstram grande tristeza pelo seu encerramento (atendendo ao dinheiro que recebiam dos anunciantes, entende-se), e dizem em tom irónico: “Agradeçam isto a Besson!” Ora bem, assim faremos…Obrigado Luc Besson!!

 

Fonte: http://www.lemonde.fr/archives/article/2009/02/14/halte-au-piratage-a-grande-echelle-via-internet-par-luc-besson_1155431_0.html

http://www.ozap.com/actu/piratage-luc-besson-coup-gueule-video-piratage/257778#commentaire

Página Seguinte »

google

couk