Archive for Março, 2009

Dos internautas portugueses que descarregam música, apenas 2% o fazem de forma exclusivamente legal

Mais um estudo, mais uma certeza que o desenvolvimento do comércio electrónico na actividade da indústria intelectual está dependente de uma eficaz luta contra a pirataria na rede.

Assim, num inquérito elaborado pela empresa Netsonda, chegou-se à conclusão que, dos portugueses que descarregam música, 75,6 % fazem-no exclusivamente de ficheiros usurpados, isto é não pagam absolutamente nada daquilo que consomem. Já 22,4 % fazem descargas ilegais mas também fazem downloads legais, pagando-os. No entanto, apenas o número residual de 2% dizem fazer exclusivamente downloads legais. São números chocantes, mas não surpreendentes.

Mesmo aqueles pagam pelos downloads de música, afirmam que só o fazem porque não encontram essas músicas gratuitamente na rede. Para quem insiste em negar a causa-efeito das quebras de vendas da indústria musical em Portugal, 60% em 6 anos, com a crescente pirataria, este estudo obriga a reconhecer o óbvio.

O estudo indicou ainda que são 77,1% os portugueses que fazem habitualmente downloads, e destes 67,7% descarregam músicas, 40,3 % filmes/séries e 24% jogos.

 

http://aeiou.expresso.pt/inquerito_revela_venda_de_musica_na_net_nao_pega=f505397

Bono Vox: “Legislativamente a indústria musical foi atirada aos cães”

Bono Vox, vocalista da banda U2, instado a comentar os números das vendas do seu último albúm, viu-se obrigado a falar sobre pirataria até porque, apesar de um enorme esforço para o evitar, a verdade é que esse disco foi parar aos sites de pirataria 13 dias antes de estar nas lojas, o que gerou 445 000 downloads ilegais.

 

Segundo Bono, a pirataria é uma verdadeira praga, e “alguém deveria lutar pela defesa dos novos artistas porque isto já é uma loucura.” Diz Bono: “Neste momento a música já se tornou como água da torneira, mas para mim é algo de sagrado. Por isso sinto-me um pouco ofendido”.

O líder do U2 prossegue e não deixa de criticar a falta de militância à causa por parte dos seus colegas: “Desde o Punk Rock ao Hip-Hop, do Heavy Metal ao Country, os músicos seguem o seu caminho com um sorriso na cara, e saltam para o abismo.”

Bono Vox entende que o problema da pirataria só ficará resolvido quando “sacar” um filme ou uma série for tão simples com “sacar” uma música. E finalmente termina com esta frase lapidar: “Legislativamente a indústria musical foi atirada aos cães”.

http://www.usatoday.com/life/music/news/2009-03-11-u2-horizon-sales_N.htm

     

Mais um país a render-se à resposta gradual - Coreia do Sul

Chega a vez da Coreia do Sul. Depois da França e da Nova Zelândia estarem à porta de implementarem a “resposta gradual”, agora é a Coreia do Sul que quer seguir esse caminho. E atenção, em termos de celeridade pode mesmo ultrapassar aqueles dois países e ser o primeiro país do mundo a adoptar a solução que melhor garante a defesa do direito intelectual.

No dia 3 de Março foi aprovado pelo Comité de Cultura, Desportos, Turismo, Radiodifusão e Comunicações da Assembleia Nacional um documento que propõe alterar o Código de Autor daquele país e que institui o célebre projecto da suspensão temporária do acesso à Internet para as pessoas que, repetidamente, façam downloads ilegais, salvaguardando sempre vários avisos prévios.

O documento será levado ao plenário da Assembleia no próximo mês de Abril e, atendendo à maioria parlamentar, deverá ter aprovação garantida.

 

http://opendotdotdot.blogspot.com/2009/03/south-korea-joins-three-strikes-club.html

Sentença histórica fragiliza “torrents”

timing não podia ser o pior para os piratas.

Agora que na Suécia os juízes estudam qual a sentença que irão decretar aos responsáveis do pirate bay, que será divulgada no dia 17 de Abril, é justamente nesta altura que no Canadá acaba de sair uma sentença que compara os sites de “torrents” a vendedores de armas.

A história começa quando o Isohunt através do seu fundador Gary Fung, um site de torrents, quis ganhar notoriedade perante a comunidade pirata e decidiu processar a CRIA, os representantes da Indústria Discográfica Canadiana, pedindo uma sentença que instituisse que os sites de torrents não eram ilegais, evitando assim que fossem incomodados com processos por parte da indústria.

Tiro no pé.

Conseguiram exactamente o contrário. Neste momento já há um país no mundo que tem uma sentença que decretou que os sites de torrents são ilegais.

Diz o juiz: “Embora não se possa esperar que um vendedor de armas seja responsável pelas acções ilegais cometidas por intermédio dos artigos que comercializa (…) o vendedor de armas deve ser de alguma forma responsabilizado caso ele saiba que a arma será usada para cometer um crime.”

E isto empurra-nos para a lei portuguesa, nomeadamente para o artigo 27.º do Código Penal que diz que “é punível como cúmplice quem, dolosamente e por qualquer forma, prestar auxilio material ou moral à prática por outrem de um facto doloso”. Parece óbvio para toda a gente…

 

Fonte: http://www.billboard.biz/bbbiz/content_display/industry/e3i25f8fdbe2f089f96bf4f5376fcb17f19

Respeito por direitos de autor geraria mais 614 Milhões de libras na economia do Reino Unido

Um recente estudo do Oxford Economics chegou a números interessantes.

Segundo aquele estudo, uma eficaz luta contra a pirataria representaria um acréscimo de 614 Milhões de libras, a salvaguarda de centenas de empregos e a criação de mais 7 900 novos postos de trabalho.

Um trabalho sério e extenso que vem reforçar a ideia que as indústrias culturais não podem ser nunca menosprezadas, e tentar fazer-se crer que se neste momento esta não é uma prioridade, pode ser um erro crasso.

fonte: http://www.bva.org.uk/files/images/AV_Piracy_Final_Report_-_FINAL.pdf

Site www.jaimelesartistes.fr obrigado a encerrar

Levantam a bandeira da liberdade e agem de forma diametralmente oposta. Os defensores da neutralidade da rede alegam, abusivamente, o direito à liberdade para continuarem a usurpar direitos de autor.

No entanto, quando toca a agir, cai-lhes imediatamente a máscara. A liberdade não é, seguramente, algo pelo qual eles tenham o mínimo respeito.

Enquanto os detentores de direitos e retalhistas se limitam a lutar por acabar com milhares de crimes que ocorrem diariamente na rede, os defensores da pretensa “liberdade na rede”, divertem-se a tentar encerrar sites que têm ideias contrárias aos seus interesses.

É irónico como, por um lado se alega que deve existir liberdade absoluta na Internet e, simultaneamente, se ataca sites que dizem aquilo que eles não gostam de ouvir.

Tudo isto para dizer que o site www.jaimelesartistes.fr, onde se procurava desmistificar a lei “criação e internet” e que mostrava alguns depoimentos de artistas franceses que defendiam a lei, teve que encerrar devido aos constantes ataques hackers dos piratas.

Está provado que não é a liberdade que os faz mover.
 

fonte: http://marland-militello.fr/2009/03/le-terrorisme-cybernetique-ne-gagnera-pas/

Código de barras para banir downloads ilegais

As medidas tecnológicas não se têm dado nada bem como forma eficaz de combate à pirataria. No entanto parece que a indústria não desiste de encontrar a fórmula ideal.

Agora surge uma mega aliança entre a Sony, a EMI, a Universal e a Warner e ainda os fabricantes de equipamentos e software - Nokia, Apple, Microsoft e Google.

A ideia, segundo o jornal Expansion, é a criação de “único conjunto de mensagens estandardizadas para a comunicação de informação entre as organizações que operam na cadeia de valor dos conteúdos digitais” e, concretiza dizendo que cada música terá uma “chave complexa de 30 números, semelhante à dos códigos de barras dos produtos alimentares”.

Estas empresas acreditam que a pirataria digital tem os dias contados com a implementação deste sistema. A monitorização dos produtos que aquelas empresas comercializam será permanente, podendo assim fazer-se cobrar por todo o uso que é dado aos mesmos.

http://aeiou.visao.pt/mega-alianca-quer-banir-downloads-ilegais=f499595

 

Procurador pede um ano de cadeia para os acusados no Processo Pirate Bay

Não tem sido fácil acompanhar o julgamento do site “Pirate Bay” tal tem sido a campanha de desinformação levada a cabo pelos piratas.

Ainda assim, chegámos à fase de alegações finais e a grande notícia é que o procurador sueco, Håkan Roswall, pediu a condenação de um ano de cadeia para os quatro acusados. Entende ainda o procurador que o site arrecada 900 000 euros exclusivamente à custa da pirataria.

Já a assistente que representa a indústria do cinema e dos videojogos, Monique Wasted, considera que um ano é manifestamente pouco, justificando que se trata de quatro pessoas que fazem mover uma indústria gigantesca de cópias piratas. Lembrou ainda que nem o facto dos servidores terem sido apreendidos os deteve de continuar a sua acção criminosa.

Por sua vez o representante da IFPI, Peter Danowsky, preferiu centrar-se em desconstruir a ideia de que o Pirate Bay funcionaria sem qualquer interesse económico e ainda mencionando casos jurisprudênciais na Noruega, Finlândia e Islândia que segundo ele, têm legislação semelhante à sueca.

Os dados estão lançados, esperemos que o bom senso prevaleça.

fontes:  http://www.ifpi.org/content/section_news/20090301.html

http://www.numerama.com/magazine/12178-1-an-de-prison-requis-contre-les-administrateurs-de-The-Pirate-Bay-jour-9.html

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